Espantando a zebra e a incoerência Quem assistiu ao jogo Espanha x EUA e ao primeiro tempo da final entre Brasil x EUA, viu que não há nenhuma semelhança a não ser o placar. Os espanhóis entraram nitidamente “vencedores”. Ficaram descrentes. Na final, eu mesmo no sábado, entre amigos, garanti que seria fácil. Me enganei, mas nem tanto. O Brasil começou atacando. A fatalidade abriu o placar para os americanos. Nesta altura, o goleiro norte americano já havia feito uma defesa difícil. Ele inclusive foi um dos bons nomes do jogo. Continuamos em cima, melhor, mais posse. E num contragolpe competente ampliou. E o Brasil continuou em cima, foi melhor, mas pouco eficiente. Na segunda etapa, o Brasil voltou ligado, e em um giro ultra-rápido do matador LF diminuímos. Daí em diante foi um massacre: 3x0, com direito a gol mal anulado e pênalti não marcado. Dificilmente o Brasil deixará de ser o melhor do mundo. Vencer é um outro detalhe, inerente ao futebol. Se tivéssemos a organização esportiva dos americanos, por exemplo, seríamos como eles mesmo: as ligas profissionais dos EUA e o resto do mundo. Sobramos. Como quase sempre. 
No Brasileirão, o São Paulo promoveu a estreia de RG no banco. Nada melhor que pegar o Náutico em casa: nada demais, além da velha e tradicional bola alta na área e a bola parada para decretar o 2x0. Ah, e um pouco mais de vontade. Na Arena da Baixada, os reservas do Timão fizeram uma partida péssima contra o sofrível Furacão e perderam por 1x0. Apesar de bons jogadores e entrosamento (afinal, os reservas treinam juntos, não?) o time não chegou ao gol. Na Arena Barueri, a Abelha mostrou que muita gente vai tomar sufoco. Após abrir 2x0, levou o empate em 2 pênaltis pra lá de suspeitos. Mas na base da força e da empolgação foi pra cima, fechou o jogo em 4x2, e passa a semana no G-4 pela primeira vez na sua história. No Palestra, o clássico paulista teve o primeiro tempo de um time só: o Santos era uma caricatura de time, e o Palmeiras, mesmo sem brilho, teve mais força e abriu o placar com Obina. No segundo tempo, o Verdão recuou, perdeu algumas oportunidades no contra-ataque, e acabou cedendo o empate, ficando fora do G-4 e a 4 pontos dos líderes. No Barradão, o Santo André encarou o lépido Vitória e acabou caindo de quatro. Contudo, a história poderia ter sido bem diferente se Marcelinho Carioca tivesse convertido o pênalti sofrido por Rodrigo Fabri, quando o jogo ainda estava 1x0. Nos outros jogos, o mistão do Cruzeiro bateu o Avaí por 1x0 em casa. O Botafogo virou lanterna ao levar 4x1 do Goiás no Engenhão. Na Ilha do Retiro, o Sport encarou o Grêmio e meteu 3x1, saindo da rabeira. No clássico carioca, Flamengo e Fluminese não saíram do zero. Os reservas do Inter e Coxa duelaram no Beira Rio, com fáceis 3x0 em noite do Bolaños. Série B: Em 8 rodadas, o Guarani (22) tem uma campanha melhor que a do Corinthians em 2008, nas mesmas 8 rodadas. O que confirma a tese que o rebaixamento do Paulistão teve muito de falta de sorte. Brasiliense (18) e Atlético Goianiense (16) também vêm com campanhas destacadas. Fecha o G4 a Ponte Preta (14), que está a frente da Lusa no saldo de gols. Um ponto atrás, o frágil Vasco é apenas o sexto colocado. Série C: Fechado o primeiro turno, no grupo A, o Águia (10) lidera, seguido do Papão (7) e Rio Branco (6). No B, ASA e Icasa (10) lideram com tranquilidade, seguidos pelo Salgueiro (6). No C, o América mineiro (10) está passeando; Guaratinguetá (6) e Ituiutaba (5) brigam pela segunda vaga. No D a briga é boa entre Caxias (9), Marília (8) e Brasil (7). Amazonense: Após 15 anos, o América conquistou o título amazonense, o seu sexto, contra o Nacional, ao bater o adversário (que jogava pelo empate) por 3x0 Rodrigo “Bronquinha” Di Mônaco ofinodabola@gmail.com
Escrito por Equipe O Fino da Bola às 21h06
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